Nossas Memórias.

Neste espaço iremos trazer um pouco da memória da nossa Colônia.

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A antiga via férrea utilizada pelos antigos frequentadores da Colônia, que partia de Japeri, foi construída em 1913 em bitola estreita. Para vencer os aclives da Serra, tiveram de ser construídas algumas pontes sobre o Rio Santana, principalmente no trecho situado entre Santa Branca e Governador Portela. Certamente, a mais imponente era aquela já centenária, situada em Vera Cruz, projetada por Paulo de Frontin, que continua a desafiar o tempo. Uma imagem inesquecível por todos aqueles que um dia foram até a Colônia de trem.


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No tempo em que a Colônia de Férias Citybankense foi inaugurada, em 1949, já existia como vizinho, o sitio do Sr. Moraes Rego, que fez construir defronte da sua propriedade uma “parada”, para os trens da Cen-tral do Brasil, denominada de “Alagoas”
Até então, existiam apenas como estações, Governador Portela e Morro Azul do Tinguá, sendo construída em maio de 1924 a parada de Monsores.
Era necessário então, durante a viagem do trem à vapor, solicitar ao condutor que a composição fizesse uma parada na localidade, para que os passageiros saltassem dos vagões.
Na hora de partir para o Rio de Janeiro, era hábito que os demais hóspedes também fossem até a Parada para as despedidas e desejar os votos de Boa Viagem.
Uma vez tendo desembarcado, era a hora de andar um pequeno trecho , para finalmente chegar a uma parte do paraíso, chamada “Colônia” . Na foto,uma visão deste trecho. Embora não exista mais a parada e muito menos os trens da Central, o velho banco de pedra ainda resiste ao tempo, em meio a vegetação,mais de sessenta anos depois .

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Logo após a inauguração da sede campestre, em 1949, começaram a surgir várias ideias de como melhorar o local e despertar o interesse dos associados para uma visita ao local.

Embora as instalações ainda fossem um tanto precárias, com apenas dois banheiros no segundo andar para atender a todos, poucos se importavam com isto. Afinal de contas era a sua Colônia de Férias ! Mas já que qualquer obra no prédio certamente demandaria investimentos, alguns associados por sua conta e risco começaram a introduzir melhoramentos na área circundante.
Um dos primeiros melhoramentos, foi criar uma horta, onde atualmente situa-se um gramado, defronte ao antigo chiqueiro . A produção de alface, couve, chicória, rabanetes e cenoura, atendia plenamente as necessidades locais e ainda permitia a venda dos produtos, o que gerava algum recurso a mais para a Colônia.
Em 1953 , aproveitando-se uma vasta plantação de cana, vestígios da antiga fazenda, construiram uma moenda, a partir de dois troncos e algum material disponível. O problema no entanto, era que para se girar a moenda com os bagaços torcidos, era necessário um preparo físico razoável. Como apenas poucos possuíam tal aptidão, era necessário aguardar com paciência o momento de tomar o tão esperado caldo de cana.
O campo de futebol, foi outra obra que demandou muito esforço e tempo . Na área disponível, existia ainda uma pequena pedreira, que pouco a pouco foi removida com cargas de dinamite. Parte das pedras retiradas, foram lavradas para serem utilizadas no caminho que vai desde o portão de entrada até o caramanchão, incluindo os degraus. Obra um tanto demorada, mas que resiste ao tempo.
Outro melhoramento introduzido desde cedo, foi a criação de porcos, que atendia às necessidades da Colônia, além de ser um atrativo para os visitantes . Na foto de 1967 pode ser vista uma “ mamãe – porca” com seus filhotes. Como a atividade deixou de ser lucrativa, acabou por ser desativada, restando ainda a antiga construção do chiqueiro.


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A era dos trens à vapor terminou em meados da década de 1960, quando as velhas locomotivas American Baldwin , fabricadas em 1912 foram substituídas por unidades diesel - elétricas. Na ocasião o ramal de Vassouras passou a ser operado pela Leopoldina.
Se por um lado, a poesia das máquinas a vapor acabava, a viagem tornava-se um pouco mias rápida, abreviando o tempo total de viagem em cerca de 40 minutos.
No inicio dos anos 70, o ponto inicial dos trens passou a ser feito na estação da Leopoldina e não mais na Central do Brasil, usando outro ramal.
Na foto, a composição diesel- elétrica chegando a estação de Vera Cruz, em 1970.









 
   
 
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